A tarde caía sobre as ruínas da redução jesuítica de Santíssima Trinidad del Paraná, perto da cidade paraguaia de Encarnación. Caminhávamos por entre as casas dos guarani, os cemitérios indígenas e a estrutura intacta da velha catedral. A luz amarela do sol do fim do dia nos transportava para um mundo extinto há mais de 200 anos. Entre os deslumbres daquele lugar deslocado de seu tempo, encontramos um senhor gorducho e grisalho, lidando com um pequeno trator, recolhendo restos de vegetação por entre as pedras. E nos achegamos para um papo.
Augusto Goana, cinqüenta e poucos anos, é o zelador das ruínas da redução e responde pelo cuidado e conservação desse patrimônio da humanidade, declarado pela Unesco. Entre risadas, histórias e muitas perguntas, ele conta uma em particular.
“Há alguns anos, quando estávamos restaurando o patrimônio e ainda descobrindo muitos detalhes do sítio arqueológico, perdi a hora dentro da catedral. Já estava escurecendo quando senti um pessoa caminhar por trás de mim e roçar na minha perna. Acreditei que era um de meus colegas de trabalho, mas ao olhar não vi absolutamente ninguém. Eu estava sozinho. É moça... tem muita coisa por aqui que a gente não vê”.
Como está ali há 40 anos, conhece cada pedacinho do patrimônio que ajudou a restaurar. Pelo trabalho junto com os pesquisadores e historiadores, recebeu um título honorário de arqueólogo. Na despedida, contamos a ele que retornaríamos mais tarde, para fotos noturnas da catedral. Por precaução e em reação à sua cara de espanto, perguntamos se teríamos algum problema. Sorrindo, seu Augusto nos tranquilizou: “se vocês virem alguma coisa, apenas deixem passar. Eles não fazem mal a ninguém”.
Deixamos a redução com o coração saindo pela boca, apaixonados pela história de crença misticismo que acabáramos de ouvir. Horas depois, uma noite fria e estrelada nos recebeu nas ruínas. E, apesar de nossa expectativa e apreensão, nenhum índio guarani ou padre jesuíta nos recebeu por lá. Não que a gente tenha visto.
Aí vão algumas fotos feitas pelo meu companheiro nessa aventura pelas Missões no Brasil, Paraguai e Argentina, o repórter-fotográfico Patrick Rodrigues.
Mais infos podem ser acessadas em www.terra.com.br/revistaplaneta/edicoes/437/artigo125913-1.htm , o site da Revista Planeta, para quem produzimos essa reportagem.
Augusto Goana, cinqüenta e poucos anos, é o zelador das ruínas da redução e responde pelo cuidado e conservação desse patrimônio da humanidade, declarado pela Unesco. Entre risadas, histórias e muitas perguntas, ele conta uma em particular.
“Há alguns anos, quando estávamos restaurando o patrimônio e ainda descobrindo muitos detalhes do sítio arqueológico, perdi a hora dentro da catedral. Já estava escurecendo quando senti um pessoa caminhar por trás de mim e roçar na minha perna. Acreditei que era um de meus colegas de trabalho, mas ao olhar não vi absolutamente ninguém. Eu estava sozinho. É moça... tem muita coisa por aqui que a gente não vê”.
Como está ali há 40 anos, conhece cada pedacinho do patrimônio que ajudou a restaurar. Pelo trabalho junto com os pesquisadores e historiadores, recebeu um título honorário de arqueólogo. Na despedida, contamos a ele que retornaríamos mais tarde, para fotos noturnas da catedral. Por precaução e em reação à sua cara de espanto, perguntamos se teríamos algum problema. Sorrindo, seu Augusto nos tranquilizou: “se vocês virem alguma coisa, apenas deixem passar. Eles não fazem mal a ninguém”.
Deixamos a redução com o coração saindo pela boca, apaixonados pela história de crença misticismo que acabáramos de ouvir. Horas depois, uma noite fria e estrelada nos recebeu nas ruínas. E, apesar de nossa expectativa e apreensão, nenhum índio guarani ou padre jesuíta nos recebeu por lá. Não que a gente tenha visto.
Aí vão algumas fotos feitas pelo meu companheiro nessa aventura pelas Missões no Brasil, Paraguai e Argentina, o repórter-fotográfico Patrick Rodrigues.
Mais infos podem ser acessadas em www.terra.com.br/revistaplaneta/edicoes/437/artigo125913-1.htm , o site da Revista Planeta, para quem produzimos essa reportagem.

