
Descobrir o novo e deslumbrar-se com ele é o que torna o jornalismo a melhor profissão. Uma reportagem pode abrir os olhos da gente, nos fazer enxergar um pouco além do véu da rotina que costuma cobrir nosso olhar.
Um exemplo é uma matéria publicada – coincidência – no dia do meu aniversário, no Caderno Donna, de Zero Hora. Comecei simplesmente querendo fazer o perfil da menina que seria uma das poucas mulheres a chegar na final do Freio de Ouro, a maior competição do cavalo crioulo. No curso da reportagem, descobri um mundo novo, uma realidade em que a gineteada também é coisa de mulher. E que a delicadeza feminina pode, sim, dominar um dos animais mais fortes e enigmáticos.
Ao fazer a matéria, descobri a menina sonhadora que vive no corpo da ginete Carolina Zagonel. Descobri a simplicidade de Soledad Ferreira, a uruguaia que há anos participa do Freio de Ouro, sem alarde. E fui invadida pela paixão da Eliana, a primeira de todas, a pioneira na final, que disputou com os melhores quando tinha apenas 16 anos.
Por fim, me dei conta de como são incríveis essas mulheres. Essas e tantas outras. Com tristeza percebi que nunca poderei sentir a mesma emoção que elas. Depois de um tombo, me assombra a ideia de montar o mais manso dos cavalos. Felizmente, sou jornalista. Pude, ainda que de forma emprestada, compartilhar com elas toda a emoção de viver ou ter vivido o sonho do Freio de Ouro.
Na foto, feita pela equipe de divulgação da ABCCC, Carolina monta Amora Maufer, no dia da sua classificação para a final do Freio de Ouro. Aqui está a reportagem completa.
